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Impulso no Estadão: Combinar vacinas é urgente e nos levará mais rapidamente à imunidade coletiva

A combinação de vacinas que consiste na aplicação da segunda dose de uma vacina após a aplicação da primeira dose de outra tem sido utilizada em alguns países para agilizar o processo de vacinação e alcançar a imunidade coletiva. 

Os estudos clínicos internacionais apontam que a aplicação da segunda dose da vacina da Pfizer naqueles que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca é uma estratégia segura e eficaz contra a COVID-19. Países como Portugal, Chile, Alemanha, França e Dinamarca já recomendam a combinação das vacinas da AstraZeneca e Pfizer. A medida ainda não é autorizada no Brasil.

O estudo inédito da Impulso Gov mostra que, tendo em vista o calendário atual de vacinação e a oferta de AstraZeneca prevista para os próximos meses, a aplicação de uma segunda dose de Pfizer naqueles que receberam a primeira dose de AstraZeneca teria impacto sobre mais de 16 milhões de brasileiros, sendo importante para mantermos o ritmo atual de vacinação e evitar atrasos.

De acordo com os autores do artigo, Luiza Amorim, Marco Brancher e João Abreu da ImpulsoGov e Álvaro Rossi consultor do Município do Rio de Janeiro, o uso dessa estratégia pode nos deixar mais próximos da tão sonhada imunização coletiva.

Portanto, é importante que o Brasil esteja atento à vanguarda das evidências científicas internacionais e adote a combinação de vacinas rapidamente.